O Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, na sua XVIII reunião, realizada em Luanda o dia 22 de julho, decidiu conceder a categoria de Observador Consultivo à Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa. De conformidade com o Regulamento dos Observadores Consultivos, a candidatura da Academia Galega tinha de ser defendida por um dos países integrantes da CPLP. A iniciativa da sua apresentação e patrocínio correspondeu ao Governo da República de Angola, país que vem exercendo a presidência deste organismo internacional. A Academia Galega recebeu o apoio unânime dos 8 estados integrados na CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Lorosae, vendo compensados os esforços dedicados ao efeito pela Comissão Executiva, com o consenso e contributo de todos os académicos e a colaboração da Associação Cultural Pró AGLP. A decisão ora adotada é duplamente significativa, por ser a primeira entidade observadora de um país não integrado na sua estrutura, e por tratar-se de uma academia da língua, reconhecendo de facto a Galiza como território de língua portuguesa. Este apoio internacional reforça o protagonismo do processo de reintegração linguística galega, que nas últimas décadas vem recebendo um crescente apoio social, podendo converter-se num instrumento importante no processo de recuperação da língua da Galiza, que vem sendo defendida pela sociedade civil articulada num amplo e variado leque de associações e instituições culturais e educativas. A AGLP recebeu previamente, durante a V Reunião dos Observadores Consultivos da CPLP, celebrada no mês de junho, o apoio de outras entidades que já possuem o estatuto de observador consultivo, incluindo instituições com as quais a Academia mantém acordos de colaboração, como a Fundação Dr. António Agostinho Neto (Angola) ou a Sociedade de Geografia de Lisboa (Portugal). O presidente da Academia, professor catedrático José-Martinho Montero Santalha, salientou a importância deste reconhecimento, que faz extensivo a todos os cidadãos galegos, instituições e entidades culturais que partilham a ideia de unidade da língua, concebendo o galego como variedade nacional da língua portuguesa, e manifestou o seu profundo agradecimento ao governo da República de Angola, bem como à Fundação Doutor Agostinho Neto, pelo seu inestimável apoio. A Academia Galega foi criada em 20 de setembro de 2008 em Santiago de Compostela, Galiza. Realizou a sua sessão inaugural em 6 de outubro do mesmo ano, com a presença de representantes da Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras, Governo Autónomo da Galiza e diversas personalidades lusófonas. Formada por 30 académicos numerários, mantém atualmente um relacionamento estável com mais de 20 instituições de Angola, Brasil e Portugal. Neste breve espaço de tempo integrou o Léxico da Galiza no Vocabulário Ortográfico da Porto Editora e noVocabulário Priberam. Publicou 4 números do seu Boletim, iniciou a edição da Coleção Clássicos da Galiza, realizou os Seminários de Lexicologia de 2009 e 2010 (registados integralmente em DVD, disponíveis) e participou em inúmeros eventos internacionais, entre os quais o Encontro Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Contexto Mundial, por convite do governo brasileiro, em março de 2010. Em janeiro de 2011 a Associação Cultural Pró AGLP promoveu a constituição da Fundação AGLP, criada em cartório notarial com data de 20 de janeiro e registada no Ministério da Cultura da Espanha em 1 de março, sendo esta entidade em que reside a Academia, e que recebeu a distinção da CPLP. A Comissão Executiva da Fundação manterá uma reunião informativa aberta ao público sobre o seu futuro papel institucional na CPLP e o programa de atividades para o ano 2011. Terá lugar o próximo dia 28 de julho, pelas 12 horas, na Galeria Sargadelos de Santiago de Compostela, no endereço da Rua Nova, núm. 16.Um passo histórico e fundamental para o futuro da nossa língua.
XVI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
http://www.pglingua.org/especiais/aglp/3685-academia-galega-da-lingua-portuguesa-consegue-estatuto-de-observador-consultivo-na-comunidade-de-paises-de-lingua-portuguesa
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Academia Galega da Língua Portuguesa consegue Estatuto de Observador Consultivo na Comunidade de Países de Língua Portuguesa.
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Gonzalo Amorin
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
Asociacións galegas denuncian "pasos atrás gravísimos" no cumprimento da Carta Europea de Linguas Rexionais.
Entre outros representantes, acudiron á reunión Valentina Formoso (Coordinadora Galega de Equipos de Normalización e Dinamización Lingüística); Rafael Adán (Asociación Xarmenta, do Bierzo); Xosé Henrique Costas (plataforma Prolingua); Mariló Candedo (presidenta de Nova Escola Galega); Xosé Manuel Pereiro (decano do Colexio de Xornalistas de Galicia); Luís Villares (xuíz); ou Manuel González, en representación da Real Academia Galega. Unhas actuacións que os representantes da Xunta contextualizan "no marco global da política lingüística" no período actual, ademais de destacar o Plan Xeral de Normalización da lingua galega como "documento de referencia".
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Gonzalo Amorin
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sábado, 2 de julho de 2011
Sermos Galiza impulsionará um diário digital e um semanário em papel em galego.
Em: Um grupo promotor de treze pessoas de distintos ámbitos sociais apresentárom nesta sexta-feira na capital da Galiza a iniciativa social Sermos Galiza, um projeto que visa criar um Grupo de Comunicaçom que gerirá um diário digital e um semanário em papel em galego. Em concreto, participam no projeto as escritoras Marga Romeiro, Teresa Moure e Marica Campo, o professor da Universidade da Corunha José Ramom Freixeiro Mato ou o cantante e escritor Jurjo Souto, entre outros, um grupo que tentará "oferecer à cidadania um produto informativo novo e distinto", que "defenda os interesses da Galiza" em galego. Durante a apresentaçom deste grupo de comunicaçom, os representantes de Sermos Galiza vírom "urgente e necessário" este projeto num "momento de asfíxia dos meios em galego", polo que encorajárom aos setores "mais conscientes, dinámicos e críticos" da cidadania a "se comprometerem ativamente", indicando "que este é um projeto aberto a todo aquele que quiger um meio destas caraterísticas". Com este fin, estabelecerám contatos com associaçons e entidades do tecido social galego, que "mostrárom o seu interesse em contribuir ao nascimento desta iniciativa", dado que o objetivo é o projeto se manter por si próprio, sem dependências empresariais ou institucionais". "Estamos vendo como o Governo galego pode, quando quer, aprisionar ou facer desaparecer meios de comunicaçom que non lhe interessam e, por isso, a nossa baza é a independência e o compromiso firme dos lectores", sentenciaron os promotores. 3.000 assinantes Para o projeto ser viável, o grupo acha necessário o apoio de um mínimo de 3.000 assinaturas e um capital social coletivo, evitando acionistas maioritários. Aliás, segundo explicárom, o novo meio de comunicaçom terá no galego "um sinal de identidade e um eixo chave de definiçom", aproveitando também "sinergias comunicativas com os meios portugueses". O novo meio terá como "eixos" a "independência" e a "pluralidade", polo que "fugirá" tanto "do submetimento ao mercado publicitário" como da "propriedade empresarial de capital único".
"Um projeto como este vai recolher o entusiasmo e a energia de muitos que se resistem a que a Galiza desapareça", assinaláron os integrantes da iniciativa, que formalizarám agora os apoios já solicitados e desenvolverám umha campanha para angariar de novos colaboradores.
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Gonzalo Amorin
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quinta-feira, 30 de junho de 2011
Galicia Hoxe: bágoas de crocodilo
Carlos Vazquez Padin, lider de Converxencia XXI
O xornal do grupo Correo Gallego deixase de publicar en papel, e a pesar de que moi poucos o comprábamos, menos de 300 exemplares diarios de venda en quiosque, moitos dirán que están apenados e aproveitarán para facer o que mellor sabemos facer neste País, repartir culpas e fuxir das responsabilidades, resulta grotesco que unha organización que, de momento, ultrapasa os 250.000 votantes como o BNG e que presume de ser moi defensora do galego non teña ningunha responsabilidade que asumir en que o único xornal en galego non vendese en quiosque nen 300 exemplares por día.
Pero, porque non compraban o único diario que estaba escrito en galego os nacionalistas de esquerdas que tanto presumen de que lles preocupa o idioma? Porque non o compraban a pesar de que neste momento tiña unha liña editoral desde a esquerda á estrema esquerda?, o artigo máis destacado deste domingo era un de Beiras que ocupaba a terceira páxina completa, o máis dereitoso que vin foi o de Ceferino Diaz, deputado do PSOE no congreso, tamén vin un suplemento chamado Altermundo que se preguntaba polo comezo dunha revolución anticapitalista, ademais tamén colaboraba habitualmente Carlos Callón, presidente da Mesa ou Antón Losada, coñecido spindoctor da esquerda, etc. Desde logo un produto máis adaptado ao afiliado medio do BNG ou mesmo do PSOE que a min.
Todo isto abona a miña tese de que o que lle importa realmente ao nacionalismo marxista é a sua concepción sectaria da realidade e non o carácter nacional de Galicia, teño para min que a explicación está no sectarismo do mundo da esquerda nacionalista galega que por ser o GH propiedade dun grupo mediático conservador, preferían e prefiren comprar xornais integra ou maioritariamente en castelán por ser estes editados por empresas que eles consideran que son máis achegadas á esquerda, o que mostra con moita claridade cal é a sua xerarquia entre esquerda e Galicia, agora din, como se ese xornal que nunca compraron e case nunca leron lles importase moito, que é unha lástima a perda de GH, que a língua está en perigo e que a culpa é da Xunta por non subsidiar aos medios en galego, en definitiva parecerán tan desolados como se fosen lectores do periódico desaparecido.
O fracaso de Galicia Hoxe é unha alegoria do fracaso ao que están conducindo a Galicia as duas ideoloxias que explican, na miña opinión, o noso atraso, non só o fracaso do marxismo galego, senón tamén o fracaso cara o que nos leva a Galicia conservadora que coa sua política intervencionista encamiñada a fortalecer o seu control social e político á custa do diñeiro dos contribuintes, deu e dá orixe a proxectos como este que tivo a sua orixe nos subsidios á prensa e non nun plantexamento de mercado viable, calquera que coñecese este Pais sabería que o groso do mercado “interesado” en ler en galego non compraria un medio do grupo Correo tivese a liña editorial que tivese, calquera que coñecese este País tamén sabía que a Galicia centralista, fose está conservadora ou socialista e que vota PP ou PSOE, non tiña nen o máis mínimo interese ou mesmo capacitación para ler en galego, entón, ulos lectores para facer o proxecto viable?
O señor Feijóo e compañía son moi listos, din que son moi “austeros” cando lles interesa finiquitar algo que non é viable e que lles interesa que morra, pero son moi despilfarradores e intervencionistas cando o que é inviable é da sua comenencia que sexa viable, como algunha da prensa afín que tampouco le case ninguén, cabeceiras que todos sabemos que existen pero que non coñecemos a ninguén que as lea hai como mínimo un par delas neste País escritas en castelán e están sostidas igualmente con diñeiro público pero non acaban de quebrar, porque será?. Algúns manipularán desde a esquerda dicindo que Feijóo é liberal cando o liberalismo é oposto á concesión de privilexios e ás discrecionalidades e arbitrariedades baseadas en inconfesables intereses de parte ás que o presidente da Xunta nos ten tan habituados.
No sector dos medios de comunicación temos un exemplo moi claro do dano que o exceso de intervencionismo público compartido polos tres partidos con representación no Horreo lle fai ao noso País, creando ineficiencia e pobreza, controlando a opinión pública co diñeiro que os cidadáns que conformamos a propia opinión pública aporta cos seus impostos, deteriorando a calidade da nosa democracia pola falta de control do poder político por parte dunha prensa independente, levando a plantexamentos empresariais que non merecen tal nome xa que non dependen para a sua viabilidade da habilidade ou intelixencia dos seus xestores e do mercado libre senón do amiguismo e de que a liña editorial teña contente ou non ao poder, xusto o papel contrario ao que nas sociedades máis prósperas do mundo xoga a prensa, onde a dinámica de mercado exixe control ao poder para vender.
Os xestores do medio tamén teñen moita culpa, tiveron unha ocasión de ouro para lanzar un S.O.S despois da quebra de Vieiros e da Nosa Terra dicindo a todos os que se arrepiaban coa queda deses medios que eles, GH precisaban de vender para ter sustentabilidade como xornal, lástima, teriamos visto a reacción dos que agora derraman bágoas de crocodilo. Cabe preguntarse se este País ten bimbios para manter sen subsidios un medio diario en papel escrito integramente en galego, non están dispostas un 10% das 50,000 persoas que acudimos á mais multitudinaria das manifestacións de Queremos Galego a comprar diariamente un xornal en galego? A experiencia indica que non, só me resta preguntarme se empresarial e xornalísticamente se fixeron ben as cousas nos proxectos fallidos como única posible explicación que compre ainda descartar para a falta de resposta dos lectores.
Agora toca pasar pasar páxina, nunca mellor dito, non perder o tempo en analisar os nosos fracasos colectivos do pasado, porque hai tantos que non fariamos outra cousa, e pensar en que facer no futuro, facer máis e falar menos, eis a transformación que o País precisa, a prensa en papel tenderá a desaparecer cos anos, e hai que ir pensando en facer da necesidade virtude para posicionarse ben en internet, tiremos a moral imprescindible, a responsabilidade é a clave, se algo nos importa temos que promocionalo, compre tamén seguir pedindo que se eliminen por completo as axudas públicas a toda a prensa como único medio para contarmos cunha prensa libre e crítica co poder, e a crítica que compre facerlle á Xunta do PP para inflixirlle o dano político que merecen é a crítica da sua arbitrariedade tramposa no uso do diñeiro público, esa crítica pode facerlle un dano transversal, mesmo no seu electorado, a crítica de que é moi austero, ademais de ser falsa, só logrará reforzalo e a de que quere atacar ao galego, sendo certa, só deixará moi autosatisfeitos aos “defensores do galego” que nunca compraron o único xornal en galego.
http://galiciaconfidencial.com/nova/8123.html
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
El Reintegro
Eu esmendrelhei (de mim, de nós mesmos). O tipo é bom, tem retranca o cabrom.
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O'Chini
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terça-feira, 28 de junho de 2011
A sangue frio
Última editorial do director de Galicia Hoxe.
Só lle tiñamos medo a que nos caese o ceo enriba e durante dezaoito marabillosos anos fomos unha tribo irredutible que manteu ergueita a bandeira na que está bordado o ADN deste bendito/maldito país noso, co idioma como fío condutor. Hoxe remata a aventura do Galicia Hoxe, orgulloso herdeiro d’O Correo Galego, afogado pola crise, esnaquizado polo desprezo institucional aventado dende o Goberno que preside o señor Núñez Feijóo, aplastado polo autoodio dunha sociedade civil afeita secularmente a manter unha relación paranoica cos seus propios sinais de identidade.
Se o gran libro da Historia lle dedica unha liña -que llela dedicará- ao proxecto máis ambicioso en favor do galego sostido por unha empresa privada, dirá, con total seguridade, que o GH naceu con Fraga, viveu co bipartito de Touriño e de Quintana, e morreu con Feijóo. Quen tivo a honra de dirixilo -baixo o paraugas protector de Feliciano Barrera, co apoio xeneroso e titánico de José Manuel Rey e cun equipo exemplar de profesionais-, pode dicir algo máis, igual de certo, malia que espido da asepsia dos historiadores: Galicia Hoxe deu os seus primeiros pasos cando a era Fraga agonizaba, e o gran patrón da dereita practicou con nós unha política de permisividade, de ‘laissez faire’, que lle deu osíxeno ao proxecto, logo dos anos de hostilidade contra O Correo Galego.
A etapa dourada vivímola co bipartito, sobre todo porque con Touriño e Quintana chegaron o respecto e unha liberdade descoñecida até entón no universo dos medios de comunicación. Abriuse, tamén, a billa das axudas institucionais -nada que ver coas inxeccións dos gobernos catalán e vasco a proxectos semellantes, pero si unha esperanzadora viraxe na política de defensa do galego- e aproveitamos os catro anos de bonanza para desenvolver un periodismo fresco e independente.
Coa chegada a Monte Pío do ‘señor das tesoiras’, no GH comezamos a escribir a crónica dunha morte anunciada. Consúmase hoxe -mentres o señor Núñez Feijóo entrega ufano as medallas Castelao, simbolo de galeguidade- o asasinato a sangue frío, con aleivosía e a pleno sol, dun periódico crítico, pequeno como a aldea de Astérix e grande no tratamento das noticias coas únicas armas da veracidade, da honestidade e do compromiso con Galicia.
Sei ben o que dirá o ‘señor das tesoiras’: Galicia Hoxe pecha porque a sociedade o deixa morrer, porque non vende o suficiente para ter unha conta de resultados equilibrada. Amén, señor presidente, pero con esa regla de tres ten vostede que comezar a desmantelar -se é que non comezou xa, que barrunto que si- o tecido produtivo deste país tan pequeno como o GH, con Citroën, a nosa primeira industria, á cabeza e metendo no saco das empresas improdutivas a mesmísima CRTVG. Porque nin unha nin a outra poderían sosterse sen as xenerosas subvencións dunha Xunta que utiliza con arrepiante impunidade a lei do funil.
É tan certo que o GH non conseguiu lectores suficientes para se soster como certo é que ningún periódico en Galicia podería vivir só dos seus lectores. A oportuna reflexión do analista Manuel M. Barreiro ofrece luz para quen queira ver: "En Galicia hai milleiros de persoas que, sobre a importancia dun medio en galego, viven en permanente estado de necesidade, pero non dan o paso ao estado de compromiso co sostemento de ningún medio en galego crítico. Somos os lectores os que temos que soster os medios críticos e alternativos, Polo de pronto, apoiando os existentes, dándolles audiencia e contribuíndo economicamente ao seu sostemento".
É dolorosamente obvio que iso non ocorre, así que misión cumprida, señor presidente, pero non se agoche baixo o paraugas das leis do mercado: Galicia Hoxe desaparece porque vostede camiña diante pola corredoira do autoodio, Galicia Hoxe desaparece porque o seu Goberno lle pechou con estrondosa hostilidade as axudas que alegremente reparte noutras leiras mediáticas, Galicia Hoxe desaparece porque non estamos dispostos a dicir que chove cando o que fan e mexar por nós.
Só unha reflexión máis: coa morte do único diario en galego morre tamén un pouco do ADN de Galicia, e tampouco niso andamos como para tirar foguetes. Hai poucos días, presentouse un libro da Universidade de Salamanca, no que participou o profesor da USC Xusto G. Beramendi, que revisa o concepto de identidade nacional no senso de que, xunto co Estado, a xeran a sociedade civil, as institucións e os medios de comunicación. Quizais na ultraliberal Xunta do ‘señor das tesoiras’, nese equipo de demolición (o mestre Beiras dixit) onde falar de identidade nacional é case como mentar o demo, respiren hoxe aliviados co peche dun periódico en galego e, sobre todo, galego.
Mátanos a sangue frío, don Alberto, pero saiba que o sangue quente das familias dos dezanove profesionais que hoxe van ao paro estará sempre aí, lembrándonos que a pluralidade informativa está de loito en Galicia, e saiba tamén que a Historia alumará con cegadora claridade e con exactitude o rol que cada quen desenvolveu neste tan minúsculo como nada pueril episodio. Mentres ese día chega, a todos, boas noites e boa sorte.
Nota
Agradecemos as condolencias dos bos e xenerosos, pero afórrenas para mellor causa. A nosa dor é privada e as nosas feridas, tamén. A familia non recibe. É tempo de silencio.
http://www.galiciahoxe.com/portada/gh/sangue-frio/idEdicion-2011-06-28/idNoticia-682664/
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O'Chini
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terça-feira, 21 de junho de 2011
Pois non che coñecía este dito... ;)
“SALTOCHE POR RIBA, LUME DE SAM JOAM, PARA QUE NOM ME TRABE NEM COBRA, NEM CAM”
Ala saúde, e boas cacharelas...
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Marta
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sexta-feira, 17 de junho de 2011
Clube estranho
Por Valentim Rodrigues Fagim
Dizia Groucho Marx que nunca pertenceria a um clube que o aceitasse como sócio.
Recentemente a TV3 elaborou um vídeo sobre o encerramento da cadeia em Valência por parte da Generalitat. Um dos fragmentos recolhe um candidato do PP local a falar num comício. Começa animoso a querer falar do seu poble mas o pessoal entre o público grita: en castellano, en castellano. O político traga saliva, um bocado perplexo e exclama: hablo en castellano, como queráis, perfecto, bebe um copo de água para esconder a sua conturbaçom e reconstroi um sorriso forçado que o obriga a esticar todos e cada um dos seus músculos faciais. Quem vê o vídeo fica com dor na cara.
A seguir no vídeo aparece uma mulher a pedir desculpas. Para se acautelar, e visto o que se passsou com o sorridente companheiro, opta pola auto-inculpaçom: em primer lugar pediros disculpas si en algún momento me paso al valenciano pero es mi lengua materna y tengo ese defecto. Si lo hago, me perdonáis.
Ambas as intervençons som aplaudidas com fervor.
Esta Espanha é um clube assim estranho. Exigem que pertençamos a ele mas nom nos aceitam como sócios.
http://www.pglingua.org/opiniom/3595-clube-estranho
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O'Chini
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sábado, 4 de junho de 2011
As novas línguas do Estado Espanhol!! Tomaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!! Manda caralho na Habana!! Há quanto nos passou isto a nós...
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Gonzalo Amorin
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
Ramón Lorenzo, co-fundador do ILG: «Para ter umha língua de mais habitantes temos o castelhano, que o sabemos falar melhor»

Usar umha norma diferente da galego-castelhana seria um «absurdo pedagógico»
Por se alguem algumha vez tivo algumha duvida hacia que lado escoram os fundadores do isolacionismo. Mais claro, água. Corto e colo do PGL.
Maria E. - O suplemento Nordesía que acompanhou o Diario de Ferrol do passado dia 22 de maio inclui na página 3 umha alargada entrevista com o filólogo Ramón Lorenzo, co-fundador do ILG, instituiçom que em 2011 cumpre 40 anos, e académico da RAG. O ódio ao reintegracionismo e a Carvalho Calero centram a conversa com ele.
Para Lorenzo, questons como o surgimento de propostas alternativas à ILG-RAG fôrom algo «terrível» para o ensino da língua. Do mesmo modo, qualifica de «terrorífico» um cenário hipotético com um achegamento maior ao reintegracionismo do que a leve reforma adoptada em 2003.
Precisamente, sobre as sucessivas mudanças da proposta lingüística ILG-RAG, o filólogo explica que «o último que se fizo foi chegar a um consenso com anormativa do BNG», mas «nem todo o mundo a pratica porque depois, quando falam, e alguns mesmo quando escrevem, continuam a utilizar as mesmas palavras em português que utilizavam antes, quer dizer, tampouco admitem a norma como é».
Quanto ao número de falantes do galego e ao universo que se abre com a plena adopçom do reintegracionismo, Lorenzo desqualifica a opçom nos seguintes termos. «Também dizem que de outra maneira [com o reintegracionismo] teríamos umha língua com nom sei quantos milhons de habitantes, mas isso é absurdo porque para ter umha língua de mais habitantes temos o castelhano que, ademais, sabemo-lo falar melhor».
Norma castelhana, por pedagogia
Lorenzo também deita umha olhada atrás ao surgimento da proposta ILG-RAG, que acabaria por ser defendida desde o poder autonómico. Na sua opiniom, à hora de criar umha norma «tem que funcionar a pedagogia». Segundo explica, quando elaborárom as Normas Ortográficas e Morfolóxicas do Idioma Galego (NOMIG), «que mais nos tinha pôr um hífen entre o pronome ou o verbo ou nom pôr? que mais nos tinha pôr o acento em "diário" e nom em "dia"?».
Poderia-se ter seguido um critério tal, mas «o que nom poderíamos nunca fazer é que aos rapazes de 6 ou 7 anos, quando começam a aprender gramática, na aula de galego se lhes diga que "dia" nom leva acento e que "diário" sim, quando em castelhano se lhes diz todo o contrário», seria, para o filólogo, «pedagogicamente absurdo».
Destas declaraçons pode-se desprender que para Lorenzo também é «pedagogicamente absurdo» o processo normativizador —e normalizador— catalám, por sinal mais frutífero que o galego, em que se dam precisamente muitas das dualidades que critica o co-fundador do ILG. A modo de exemplos, "dia" [CAT] face a "día" [ES], "estratègia" [CAT] face a "estrategia" [ES], "ambulància" [CAT] face a "ambulancia" [ES], entre muitas outras.
Contra Carvalho Calero
Já acerca da sua faceta como membro da Real Academia Galega, Lorenzo é questionado pola reiterada negativa da instituiçom académica a lhe negar um Dia das Letras a Ricardo Carvalho Calero, mesmo apesar dos notáveis apoios populares e até políticos. O próprio entrevistador sugere que Lorenzo é, precisamente, um dos que vetam tal dedicatória.
Como resposta, Lorenzo limita-se a dizer que «suponho que algumha vez lhe tocará», e a seguir indica que «a quantidade de homenagens que lhe fizérom [os movimentos sociais] já está bem, nom se pode queixar».
Depois reconhece que, com efeito, «eu sou contra de que se lhe dê o Dia das Letras Galegas porque há que ver o mal que lhe fizo este homem à língua. É isso que nom se quer ver. [...] é o culpável deste tremendo problema que tivemos com o galego», sentencia Lorenzo.
http://pglingua.org/noticias/entrevistas/3565-ramon-lorenzo-co-fundador-do-ilg-lpara-ter-umha-lingua-de-mais-habitantes-temos-o-castelhano-que-o-sabemos-falar-melhorr
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O'Chini
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Carta da Galiza ao Brasil,
http://recantodasletras.uol.com.br/cartas/1822152
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Gonzalo Amorin
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
Gran Hermano nos mostra a realidade
Nom avançamos nada...
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O'Chini
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
A justiça dum lonjano pais nom tem a documentaçom no seu próprio idioma
Ciencia ficçom? Nom. Lamentávelmente, realidade.
Lamentavelmente esse pais é Galiza.
E para mais inri, o que se julga é de julgado....
O xulgado no que foi citado Callón, sen documentación en galego
O presidente d'A Mesa emprega o seu dereito a "non declarar" tras non serlle facilitados en galego os documentos da denuncia que interpuxo contra el o xuíz decano da Coruña.
O presidente d’A Mesa pola Normalización Lingüística, Carlos Callón, aferrouse ao seu dereito "de non declarar" tras ser denunciado polo xuíz decano da Coruña, Fraga Mandián, por "afear" o seu defensa do topónimo 'La Coruña'. En concreto, Callón solicitara a documentación "en galego" e que aínda non lla facilitou.
En concreto, o presidente d’A Mesa rexeitara publicamente as declaracións do maxistrado durante un xuízo contra un veciño coruñés nas que supostamente aseguraba non ter "ningún rubor en usar a ilegalidade do topónimo La Coruña". Así, a asociación pronunciouse para lembrar "obrígaa dos servizos públicos de cumprir a lei por encima das súas opinións particulares", neste caso a Lei de Normalización Lingüística.
Ler a noticia completa.
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O'Chini
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Un Papa más català que galego
Noticia de El Mundo. Que cada um tire as suas conclussons.
No hay color. El catalán gana por goleada al gallego en las celebraciones litúrgicas del papa Ratzinger en su próxima visita a Santiago de Compostela y a Barcelona, los días 6 y 7 de noviembre.
Resto da noticia, El Mundo.
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O'Chini
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
De quando ainda eramos tribo.
E assim, na escola foron-nos alheando de nós, e junto com a Igreja, e com umha elite descabeçada ou medorenta, chagamos ao agora. Tristura! Gram documento de umha época que nom foi tam lonxana como aparenta. Saude irmáns!
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Gonzalo Amorin
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Sobrevirá algún medio en galego?
A crise, a caída do bipartito e a falta de apoio das institucións pódense levar por diante a práctica totalidade dos medios escritos en galego. Despois da desaparición dos dixitais Vieiros e Chuza! agora é a A Peneira quen atravesa unha complicada situación.
A CIG denunciou que o empresario despediu aos seus tres redactores tras telos traballando seis meses sen cobrar. O mesmo sufriron varios colaboradores da cabeceira comarcal. Os asalariados levaron os despedimentos ao xulgado pois ao seu entender non son obxectivos. Os xornalistas aseguran que a empresa contratou a novos informadores para os novos números. Os asalariados cualifican de "lamentábel e humillante" a postura do seu empregador.
Guillermo Rodríguez contestou ao comunicado sindical coa insólita estratexia de tentar culpar aos propios redactores, alegando que os traballadores nunca pediron reducir os seus soldos, malia saber da mala situación económica da empresa. O empresario asegura que non contratou a ninguén, senón que está a sacar os novos números co traballo e os investimentos da súa familia.
Rodríguez láiase da caída da publicidade co cambio de Goberno na Xunta e argumenta que segue co proxecto para cobrar as subvencións do Goberno para os medios 100% en galego, axudas que o Executivo reduciu este ano mentres mantivo os convenios a dedo para os grandes medios principalmente en castelán.
A edición xeral de Galicia da cabeceira en internet xa non funciona. De non lograr Rodríguez manter A Peneira, o panorama de medios impresos de certa difusión en toda Galicia reduciríase ao Galicia Hoxe, propiedade do Grupo Correo Gallego, de Luns a Venres, gratuíto de El Progreso, e A Nosa Terra, propiedade da construtora San José, tamén editora do bilingüe Xornal de Galicia. A viabilidade a curto prazo da histórica ANT tamén se cuestionou tras denunciar a CIG a "mala xestión" da empresa e os continuos atrasos no abono dos salarios.
http://galiciaconfidencial.com/nova/6189.html
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terça-feira, 8 de junho de 2010
Inovador vídeo da EDNL do IES Pedras Rúbias de Salzeda de Caselas
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